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A Outra Face da Lua

A Outra Face da Lua

16
Jun18

Ska e Activismo

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Ska nasceu, coincidentemente, numa altura de mudança. Num país com uma história de escravatura, racismo institucionalizado, disparidade entre classes e dependência económica, a Jamaica sentia uma onda de optimismo em vésperas e, nos anos que seguiram, da sua independência.

Apesar dos partidos políticos da liderança fazerem uma campanha nacional positiva em relação à independência do país, problemas de cariz social e político caracterizaram esta transição para um neo-colonianismo.

Ska pode ter um som e batida felizes mas escondia a angústia e raiva enraizadas nas zonas pobres e arruinadas da cidade de Kingston, de esgotos a céu aberto, desemprego galopante e rivalidades entre gangues políticos.

Música ska sugere mais um sofrimento passivo do que uma resistência activa.

 Prince Buster ' Madness

15
Jun18

Skank

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Dançar o Ska ou Skanking. Nada mais há a dizer.

 

Emerge naturalmente nas dancehalls ao ritmo do ska e consiste em alternar pernas e braços dobrados ao ritmo da música, mais rápida ou mais lenta. Também chamado de "running man", os movimentos poderão ter uma conotação violenta, mas não passa de uma libertação emocional.

 

Foi sendo utilizada ao longo das décadas e durante as 3 vagas deste género de música.

 

Keith & Ken with Byron Lee & The Dragonaires ' Jamaica Ska

09
Jun18

A Importância das Relações Interpessoais

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Há dias, demasiados, em que me apetece estar sozinha.

Não me sinto deste mundo. Desligo dos outros e isolo-me.

 

Está provado que relações e a interacção com outros pode beneficiar o humor e até a saúde.

O que significa, realmente, criar vínculos e ligações de confiança com os outros? Como sabemos que acontece? Segundo Maslow e a sua teoria das necessidades, a de pertença situa-se imediatamente a seguir às nossas necessidades básicas de sobrevivência.

Já Bowlby sugere que uma criança necessita de uma relação de confiança com um cuidador para se tornar num adulto saudável.

As ligações mais profundas vão além de conversas e partilha de interesses.

More profound than mere conversation, true connection can happen without words and with someone we don’t even know. On the other hand, constant contact, such as working with someone every day, is no guarantee of actual connection.

Autor Desconhecido

Criar uma ligação é mostrar abertura e disponibilidade a outra pessoa e vice-versa. Ingredientes para uma verdadeira ligação incluem empatia e compaixão que nos mune de uma boa vontade para com os outros.

Alguns exemplos de conexão são conversas sobre assuntos profundos que nos são importantes; encontrar tempo para ouvir histórias de vida de outras pessoas e sentir empatia; ajudar alguém porque sim; mostrar e receber gratidão; olhares de desconhecidos que se cruzam e "clicam"; partilha de experiências com outros que envolvam bem estar e boa vontade.

 

Como sabemos que criamos estas relações?

- Estamos disponíveis no presente. Ausência de pensamento egocêntrico (no nosso passado ou futuro) e entrega ao momento presente e à experiência;

- Honestidade. Ligações verdadeiras só se concretizam quando podemos ser honestos. Connosco e com os outros. Quando somos nós próprios;

- Abertura. Nem sempre nos sentimos confortáveis em momentos de total abertura e honestidade. Sabe bem quando partilhamos algo bom e que nos eleva o humor mas, por vezes, confidenciar algo menos positivo pode ser mais penoso mas igualmente forte;

- Empatia e bondade. Rancor e maldade, preconceito e crítica limitam a nossa capacidade em criar estas relações;

- Confiança. Entre nós e os outros. Conhecidos e desconhecidos.

 

Muitas destas coisas nem sempre são sinal da existência de conexões. Na nossa necessidade de atenção, alteramos diversas vezes a nossa forma de ser. Se tentamos criar ligações mostrando-nos interessantes, engraçados ou inteligentes e nos preocupa a reacção dos outros, isto não significa que procuramos realmente uma conexão. Na nossa necessidade de sentir aceitação, deixamos de ser nós próprios e tentamos manipular os outros.

Ao ler estas últimas linhas sinto-me culpada. Tenho consciência de que faço isto. Aprendi a usar piadas para fazer os outros reagir positivamente a mim e sei que nem sempre sou eu que o faço. É a parte de mim que não quer ser eu. Que se quer distanciar daquilo que eu sei que sou, verdadeiramente.

 

Pode parecer que a criação de laços se faz de forma fácil através do humor, mas, se não conseguimos ser nós próprios a ligação real e honesta não existe, o processo não acontece. Igualmente, passar umas boas horas em convívio a beber e a dançar pode ser muito divertido e pode levar à criação de relações mais profundas mas, em essência, não passam de uma partilha de experiências. 

 

Da mesma forma, se criamos relações para apenas falar mal de pessoas ou falar dos outros, a ligação também lá não está. Serão relações sem fundações em honestidade ou confiança. Também as relações que duram uma vida podem ser vividas sem qualquer vínculo profundo.

 

Este artigo transporta-me para uma viagem Uber de poucos minutos onde tive uma das conversas mais profundas com o motorista. Já era tarde e só queria apanhar o último metro para casa e aquela conversa não poderia ter sido mais oportuna.

 

Informação retirada daqui

09
Jun18

Under

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I'm not your usual, you see

I dont take things for granted
Life is no coincidence
It's what you make it

When we go under
We dont stay down
We come up
It's a crazy world
You better keep your spirits up
When we go under
We don't stay down
We come up
It's a crazy world
You better keep your spirits up

So just breathe and exhale
Just breathe and exhale
Breathe and exhale
Just breathe and exhale

You can choose to run off
Or roll down the hill
My trains of thoughts lose me
I'm on some real shit here
Dreams are reality
Realities are make believe
Dreams are reality
Realities are make believe

 

04
Jun18

Creep

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Sempre fui uma "music victim". Ouvia as rádios da moda e gostava das músicas que mais tocavam.

Nos meus anos de escola secundária, a TVI passava, aos sábados de manhã, o Top:Rock. Nessa altura, das aparelhagens, a nossa estava ligada à televisão o que me permitia gravar directamente para cassete as músicas que iam tocando. Além de me ter dado a conhecer muitas bandas e música além da pop, acompanhou-me na minha jornada de transição na adolescência para uma personalidade mais introspectiva.

Recordo Creep dos Stone Temple Pilots.

 

02
Jun18

Doc's

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Adoro documentários. Especialmente dos que falam sobre assuntos que a sociedade tenta evitar ou os que contam o que não passa nas notícias.

Depois de ter lido o post da Purpurina sobre um documentário do impacto da "moda rápida", fui ver e digo, vale muito a pena. Não pensei que fosse tão profundo quanto é e fez-me lembrar tantos outros documentários sobre a sordidez da economia mundial actual. Desde a escravidão camuflada, ao uso de químicos na agricultura e problemas de saúde provenientes dos mesmos, a produtos geneticamente modificados, ao monopólio das sementes, acabando no desgaste que a indústria causa ao nosso meio ambiente.

Se alguém tiver visto ou esteja interessado em ver, aconselho também "The Century of the Self". Um documentário dividido em quarto partes (e por isso um pouco longo) sobre a utilização da Psicanálise no século XX como um meio de persuasão por parte de governos e grandes empresas, e o seu peso na criação da nossa sociedade consumista e capitalista.

 

Pouco percebo de economia e política mas parece simples quando se compreende que tudo se resume a dinheiro.

25
Mai18

Bom dia com Ska

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O estilo de música Ska nasceu na Jamaica nos anos 50 do século XX. Foi o percursor de estilos como Rocksteady e Reggae e combina sons caribenhos com Jazz Americano e RnB.

A sua progressão é geralmente dividida em 3 períodos:

        o Ska da Jamaica original dos décadas de 50 e 60

        o 2-Tone, um Ska revivalista do final dos anos 70, em Inglaterra, que fundia sons Jamaicanos com ritmos Punk Rock

        a Terceira Vaga, dos anos 80 e 90 com diversas bandas, maioritariamente Europeias, a apostar neste tipo de sonoridade

 

Quero muito muito desenvolver este tema e o porquê de eu ter crescido a ouvir isto. Por hoje, deixo uma bem velhinha:

The Pioneers - Long Shot Kick The Bucket

 

13
Mai18

The Terror

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Não sou uma pessoa romântica e por isso não gosto de séries nem filmes lamechas, cor de rosa com final feliz.

Tenho um irmão mais velho e cresi a ver filmes de ficção, porrada e comédias. Portanto, é comum eu escolher um Predador (o original, atenção!), Beverly Hills Cop, Crocodile Dundee ou Alien (os originais) a um filme como P.S. I Love You ou Diários-de-não-sei-quê. A única cassette da Disney que alguma vez tive foi da Branca de Neve e Titanic é o meu filme preferido mais lamechas.

Além disso, culpo a série dos anos 90 Intruders pelo meu fascínio quase obsessivo por extraterrestres.

Isto para falar sobre a série que me toma tempo nos últimos dias. The Terror. Não me lembro de como a descobri e mais tem de suspense que terror. The Terror - HMS Terror - é o nome de um dos navios britânicos que na década de 80 do século XIX ficam presos no gelo durante uma expedição. A série conta a história das suas tripulações e pelo que passam desde o momento em que os navios ficam retidos.

 

02
Mai18

"O Peso dos Números"

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Há umas semanas atrás acabei de, custosamente, ler o Peso dos Números de Simon Ings.

 Mais info aqui

Já o tenho na estante há alguns anos mas não me lembro de o comprar. Mas sei que o fiz pela sinopse. Comecei a lê-lo mas não passei das primeiras páginas. Desta vez decidi-me a terminá-lo.

Enquanto o lia, fui percebendo que não foi uma tradução fácil. Além disso, é um livro rico em personagens que estão, realmente, conectadas de algum modo, não necessariamente de forma directa, ao longo das décadas do século XX.

Os capítulos saltitam entre épocas e personagens de uma forma confusa e perdi muitas vezes o fio à meada da história e de quem é quem. Sou difícil de encaixar nomes (em filmes e séries acontece o mesmo) e foi esta uma das principais razões de me ter custado tanto.

Aparquei-o com o intuito de voltar a pegar nele, mais tarde.

Decidi fazer uma pesquisa rápida sobre o livro e encontrei este comentário sobre um leitor e fico feliz por saber que não fui a única a sentir-me totalmente confusa e perdida. 

01
Mai18

Sunshine Blogger Award

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Ando sempre à toa no que toca a tags e coisas trendy no mundo dos blogs da sapo e acabo por me envolver numa bolha anti-blog-ial.

Decidi-me a responder às questões colocadas pela Totó para não correr o risco de ostracização.

* vou, obviamente, agradecer à Totó pela nomeação,

* responder às perguntas colocadas (mais abaixo),

* listar as regras e publicar a imagem do prémio,

* nomear 11 bloggers e colocar 11 perguntas (que, no fundo, será um copy-paste de outras perguntas que fui vendo)

 

1. Gostarias de mudar alguma parte do teu corpo? Pff... Por onde começar... O meu nariz com toda a certeza seria o primeiro a ser mudado. Tenho um nariz árabe (à falta de melhor termo).

2. Quantas horas dormes por dia? Menos do que gostaria. Horas mesmo dormidas diria que são entre 4 e 6. As restantes horas são passadas a virar-me e a encontrar a melhor posição para estar deitada.

3. Que negócio diferente gostavas de ver na tua rua/cidade/vila? Gostava de ver uma mercearia de bairro com produtos a granel. Desconto para quem trouxesse os próprios recipientes. Não sei se é diferente mas falta no meu bairro pelo menos.

4. Qual é a tua missão na vida? Acho que já escrevi um post sobre isto. Ou já pensei muito sobre este assunto. Sei que a minha missão de vida está relacionada com a ajuda ao próximo. Só não sei de que forma.

5. Se na 3ª feira te calhar o euromilhões, vais continuar a trabalhar? Continuaria em part-time, sim. Já estive sem trabalhar e senti-me bastante inútil. Trabalharia em part-time para continuar a ter rendimento mas gostaria de passar tempo com hobbies e viajar mais.

6. Qual é a tua relação com a politica? Não acho que seja muito diferente da pessoa comum. Detesto por estar tão corrompida e, desculpem, não a acho arte nenhuma. Mas tento compreender o que se passa à minha volta e acabo por perder o interesse por compreender que há mais para além daquilo que conseguimos ver. Há muita mentira e verdade ocultas. Nos últimos anos tenho-me interessado por geopolítica mas perco o fio à meada com todos os interesses e jogos de meninos de recreio entre as principais figuras mundiais. 

7. Fazes reciclagem e poupas água e eletricidade? Vivo com uma família complicada. É complicado fazer reciclagem mas temos alguma consciência e vamos separando embalagens e items maiores. Para além disso, a forma como consumimos e utilizamos as coisas cá em casa é muito poupada. O meu pai faz-nos ser poupados em água e energia por causa dos aumentos nas taxas e nos preços. Desculpem o desabafo e acredito que saiba bem, mas abomino banheiras cheias de água. Acho um desperdício. Há anos tirámos a nossa banheira e colocámos um duche. Gostava muito de ter uma máquina de lavar loiça (também pela conveniência) mas espacialmente não nos é possível. Diria que a minha casa tem um consumo de energia abaixo da média até.

8. Vês as pessoas como os outros ou alguém igual a ti? Gosto desta pergunta :) É-me muito difícil ver as pessoas como meus pares. Por causa de um preconceito meu e um complexo de inferioridade que desenvolvi mas também porque cada pessoa é igual a si. Podem os sentimentos de duas pessoas serem iguais mas serão sempre diferentes porque cada um o sente e reage a esse sentimento de forma diferente.

9. Usas o elevador ou preferes as escadas? Não tenho elevador no meu prédio por isso estou habituada. Às vezes esqueço-me que tal coisa existe e uso as escadas.

10. Qual a tua frase preferida? Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti. E... apesar de não a aplicar na minha vida, gosto muito de um frase do Rumi: “You were born with wings, why prefer to crawl through life?"

11. Porque criaste o teu blog (s)? Quando criei o meu blog estava sem trabalhar para descansar um pouco quando a minha depressão não melhorava. Tinha imensa informação e conteúdos sobre o assunto e o blog começou por ser um sítio onde publicava esses conteúdos. Percebi que em Portugal a doença (ou qualquer doença psicológica) não era vista nem abordada da mesma forma que é no Reino Unido e acabei por pegar no material que me foi dado gratuitamente lá para traduzir para português. Na altura andava com ideias de criar grupos de ajuda (muito comuns no RU). Ao final de sensivelmente 3 meses fui-me muito abaixo, fiquei sem computador, e deixei de escrever por imenso tempo.

 

Obrigada. Obrigada.

 

As minhas nomeações para Sunshine Blogger vão para:

Vox Nihili

Ana Catarina

JL

Bailarina.C

Eu

Sofia Marques

A Moça do Autocarro

looselips

waitaiumabeca

Fui.Sou.Serei...

Luella Rose

 

E as minhas perguntas são:

1 ' Qual a origem da criação do teu blog?

2 ' Conta-nos algo que queres fazer antes de morrer.

3 ' Se pudesses trocar de vida com alguém, quem escolherias?

4 ' Qual o teu maior medo?

5 ' O defeito que mais abominas nos outros.

6 ' Se pudesses mudar o mundo, que medida tomavas?

7 ' Qual foi a tua maior extravagância até hoje?

8 ' Destino de férias perfeito?

9 ' Que imagem tens no teu ambiente de trabalho?

10 ' Preferes perguntar ou responder?

11 ' Onde te encontras neste momento e o que tens vestido?