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A Outra Face da Lua

A Outra Face da Lua

21
Jan18

O que Gosto em Mim

ipgines

Comecei este rascunho há uns dias atrás e tenho-o estacionado, a um canto, e finjo que cá não está.

 

Pensar no que gosto em mim é um exercício com uma carga enorme e não gosto de o fazer. Parar para pensar nas coisas que faço bem, simplesmente não acontece.

Mas, propus-me a andar com isto para a frente e, assim, aqui vai.

 

Nos últimos anos tenho-me apercebido da empatia que desenvolvi e a capacidade de ler as pessoas à minha volta. Tenho desenvolvido a minha inteligência emocional por aqui.

A minha honestidade também é algo que me caracteriza.

Quando andava na escola primária, havia uma auxiliar de educação que vendia chupa-chupas a quem pedisse aos pais para comprar um. Sabendo que os meus nunca me dariam dinheiro, tirei 5 contos da mala da minha mãe e, toda contente, apresentei a nota à auxiliar numa pausa de recreio. Já não me lembro do que aconteceu, sei que o assunto passou para a directora da escola porque era impossível os meus pais terem-me dado tanto dinheiro. Fui obrigada a contar à minha mãe. Estava cheia de medo e quando contei, fugi. A minha mãe riu-se. Acho que fiquei traumatizada com isto. Na minha cabeça tinha roubado.

 

Tenho muita curiosidade sobre quase tudo e adoro aprender coisas novas e compreender diferentes pontos de vista sobre diversos tópicos. O mesmo trabalho rotineiro, quando bem aprendido e executado, aborrece-me e vou sentindo esta necessidade de aprender algo novo.

 

Também tenho um bom sentido de humor, por vezes, negro, mal usado ou, mal compreendido. Mas é o meu escape para situações em que sinto mais stress e uso-o quando sinto o ambiente pesado e não vejo motivos para tal se manter. Às vezes é interpretado como falta de seriedade ou infantilidade mas, costumo dizer que, para sério basta o trabalho e a vida em si.

 

Por volta dos 11 anos comecei a ter acne que se tornou numa coisa grave e com a qual tive de aprender a viver e ainda tenho de lidar hoje em dia. Na adolescência costumava passar álcool na cara para secar as borbulhas e detestava aquela fonte infinita de óleo. Hoje em dia é das coisas que mais tento proteger. A minha oleosidade. A que odiava tanto e hoje até gosto. Ao nível físico, para além das minhas glândulas sebáceas activas, gosto do meu cabelo que, muito orgulhosamente, já exibe uns poucos cabelos brancos, mas continua forte após diversas vagas de stress. E os meus olhos.

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