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A Outra Face da Lua

A Outra Face da Lua

26
Dez17

#metoo

ipgines

Tento não conversar sobre temas polémicos porque acabam sempre em discussões ou trocas de palavras mais encaloradas onde em vez de um câmbio de ideias se instala uma conflito de egos e cada um tenta ao som dos seus próprios berros mostrar quem está certo. E não gosto de o fazer aqui porque para, além de não querer ferir susceptibilidades, opiniões são sempre construidas a partir da percepção e experiência de cada indivíduo, ou seja, são todas diferentes o que invalida a discussão sobre quem está certo ou não.

Gostava apenas de fazer um pequeno exercício sobre o que é, realmente, assédio sexual e o que é que se considera como assédio sexual hoje em dia. Pergunto isto por todas as polémicas que se ouvem e até que ponto serão mesmo casos de assédio sexual. Ou se até o termo é visto com menos ou mais gravidade por cada pessoa.

Faço umas horas de trabalho voluntário numa loja comunitária. A clientela é praticamente sempre a mesma e há realmente um sentido de comunidade entre clientes e voluntários. Um senhor em particular gosta de se chegar mais perto e cumprimentar e despedir-se de uma forma mais pessoal. Uma forma que me deixaria mais à vontade com família. Para além dos dois beijinhos, passa a mão ao de leve na bochecha e roça o topo do pescoço. A primeira vez apanhou-me desprevenida e à segunda não soube o que dizer para evitá-lo.

Isto arrepia-me porque gosto de manter distância de pessoas que não conheço mas, surgiu a dúvida.

Será isto considerado assédio sexual? É que a minha ideia de assédio sexual é uma coisa bem mais grave. Não penso em queixar-me porque é uma circunstância com a qual se lida bem, mas coloquei a questão aos meus pensamentos.

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