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A Outra Face da Lua

A Outra Face da Lua

24
Jun18

Louvar os Erros

ipgines

Com toda a certeza todos temos histórias de quando, pelo menos uma vez na vida, nos chamaram a atenção pelos erros que cometemos e de como não somos louvados pelo bom trabalho que produzimos a maior parte do tempo. É uma característica da nossa sociedade portuguesa.

 

Desde que me lembro, lido muito mal com erros meus. Más notas ou respostas erradas na escola e erros ou problemas mal solucionados no trabalho em vida adulta. Não saber lidar com a frustração do momento, ser alvo de crítica e posta numa posição vulnerável à vista de todos é a memória mais recorrente quando percebo que não fiz bem as coisas. Fico cega. Não consigo pensar muito menos produzir pensamentos coerentes, nem sou capaz de desconstruir uma situação para a resolver.

Aumenta o batimento cardíaco, a respiração acelera e sinto que vou colapsar. Só consigo pensar no quão incompetente sou que nem uma tarefa fácil sou capaz de levar a cabo. Apetece-me virar costas e mandar tudo às urtigas. Trancar na casa de banho e fazer reset.

 

Sabemos que erros acontecem. E que podemos aprender com eles. Mas poderemos evitá-los mesmo aprendendo com eles? Erros são consequência de falta de atenção ou até da tão venerada capacidade de multi tarefa mas errar é humano e fará sempre parte desta nossa condição. Problemas a nível profissional ou pessoal que nos roubem o nosso poder de concentração do que estamos a fazer. Afinal de contas não é fácil "viver o momento" no seu sentido mais literal.

Em conversa com um médico, este contou-me a sua perspectiva de como a minha geração foi super protegida por pais que tentaram proteger os seus filhos das dificuldades por que passaram na sua juventude. Apesar de não constituir novidade, acho importante perceber esta tendência na incidência de ansiedade e problemas de saúde mental na minha geração e no que isto significa para o nosso futuro enquanto geração e o que trazemos para o mundo e para a sociedade.

 

É verdade. Não sei lidar com as minhas frustrações nem com os meus insucessos. Podemos responsabilizar os nossos pais ou traumas de infância mas a batata quente está nas nossas mãos e é urgente encontrar formas de saber lidar com estes sentimentos tão derrotistas.

 

Este post vem no seguimento de um meltdown que tive no trabalho porque esbarrei o dia todo com erros meus e, como se tornou tão difícil saber controlar o apagão mental e o furacão de emoções que me assolou naquele dia.

 

Quem ler este post e se relacionar de alguma forma com este tipo de acontecimentos que tire 5 minutos para ver o vídeo abaixo. É muito simples e não diz nada de novo mas, pode ajudar.

 

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