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A Outra Face da Lua

A Outra Face da Lua

04
Mar18

Latinidade

ipgines

Um destes dias comentava com a minha mãe que sinto muito mais stress no meu dia a dia em Portugal do que o que sentia em Londres. Mesmo sendo uma cidade com um ritmo rápido, não consigo deixar de lembrar a calma e cordialidade que lá vivenciava. Na resignação de que não podemos controlar tudo.

 

Costuma-se dizer que os povos latinos são emotivos. Choramos baba e ranho quando passamos por tragédias ou quando a selecção ganha, e vivemos intensamente as emoções. As boas e as más. Somos capazes de angariar milhões por diversas causas solidárias. Não deviam estes sentimentos à flor da pele servir-nos, também, de uma forma mais vasta e mais profunda? 

 

Há uma frieza que impera diariamente e que se traduz num pouco cuidado e interesse pelo próximo. Cada pessoa vive para si e para os seus, apenas. Não há um sentimento geral de comunidade ou de que fazemos parte de um todo que pode ser harmonioso. Não há sentimento de pertença. Há um Portugal que se junta e celebra o reconhecimento das suas artes, dos seus feitos no desporto ou quando algo corre melhor. Gostamos de sentir a felicidade efémera, as fugas casuais, aos dia a dias sorumbáticos.

 

De resto, preferimos viver, cada um, em sua bolha e esquecer que há mais gente que sente.

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