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A Outra Face da Lua

A Outra Face da Lua

07
Abr18

Feliz Ano Novo

ipgines

Com os dois pés já bem assentes na década dos 30, o meu aniversário é o dia em que mais balanços de vida faço. É uma passagem de ano mais natural e orgânica.

O meu último ano foi realmente e, sem dúvida, esquizofrénico. Há um ano atrás, passei o meu 30º aniversário no trabalho e logo a seguir fui ao cabeleireiro. Jantei tarde, sozinha, no meu quarto alugado e adormeci, como se nada fosse e, se bem me conheço, senti-me a pessoa mais triste à face da terra. Em Setembro voltei a terras lusas e em Fevereiro comecei a trabalhar.

Há dias, deu-me uma vontade enorme de chorar de tão agradecida que me senti por, finalmente, ter uma equipa de trabalho tão boa e tão acolhedora como a que tenho no momento. Por, pela primeira vez, não me sentir completamente anormal e deslocada do mundo. Por me fazerem sentir integrada e naturalmente louca.

E se em Agosto passado voltei aos meus sentimentos mais fortes e negativos, hoje não pareço a mesma pessoa.

Tenho muitas saudades de viver em Londres e ter a minha vida livre mas é-me difícil, agora, dissociar Portugal do meu bem estar.

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