Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Outra Face da Lua

A Outra Face da Lua

20
Jan17

Entender O Cérebro

ipgines

No Sistema Nacional de Saúde no Reino Unido são dadas várias ferramentas de apoio aos pacientes. Porque o nosso bem estar vai além de grupos de apoio ou psicoterapia individual, como já referi, a maior parte do esforço tem de partir dos mais interessados. Nós.

 

Uma dessas ferramentes é um pequeno livreto sobre como treinar a mente para a compaixão. Infelizmente não faz referência a quem o desenvolveu e, por isso, não sei quem creditar. Este livreto é constituído por uma introdução sobre o cérebro humano, explicações sobre o que são emoções e o papel que têm no dia a dia, como nos afectam e como reagimos. Há dois "desafios": lidar com a complexidade do nosso cérebro e encontrarmo-nos aqui e agora.

 

     Sabemos que as nossas emoções mais complicadas e muito do nosso sofrimento ocorre devido ao que sentimos no nosso corpo e na nossa mente. Nós todos gostaríamos de nos sentir felizes em vez de sofrer e, mesmo sabendo que as nossas emoções e humores são a fonte do nosso sofrimento, achamos difícil manipular as emoções de modo a nos sentirmos melhor e mais felizes. Podemos continuar assim e esperar que as coisas melhorem ou podemos compreender e treinar a nossa mente de forma a regular as nossas emoções mais desagradáveis e a gerar mais emoções agradáveis e positivas. O primeiro passo é entender porque é que emoções podem ser tão difíceis e como a culpa não é nossa.

 

     A evolução do Homem explica a complexidade do nosso cérebro. A dor física existe para nos alertar de algo que possa estar errado no nosso corpo e que precisa da nossa atenção. Como compreendemos melhor a dor física, aprendemos a regulá-la. O mesmo se passa com emoções difíceis como ansiedade, ira ou depressão. Por isso é necessário entendê-las e o porquê de existirem.

 

     Há dois "tipos de cérebro": o velho e o novo.

     O velho ou primitivo, que evoluiu durante milhões de anos e é muito parecido ao de outros animais, faz-nos buscar abrigo, procurar comida, manter-nos livres de perigo, regular a temperatura corporal. E é responsável por muitos dos nossos comportamentos como lutar e desafiar os outros por posições e estatutos, ter conflitos e inimigos, procriacão, formação de relações próximas e laços de amizade, cuidar dos mais novos e responder a pedidos de ajuda. Para além destes desejos e comportamentos físicos intrínsecos ao Homem, ainda temos de lidar com emoções originadas por diversos momentos da vida.

 

Screenshot 2017-01-20 at 18.25.47

 

 

4 comentários

  • Imagem de perfil

    ipgines 20.01.2017

    Vivo já vai fazer 5 anos. Quando estava em Portugal sempre soube da minha situação mas sempre pensei que melhorasse com o tempo e preocupava-me que as pessoas não me levassem a sério. Nem sequer pensei em procurar ajuda. Aqui já há mais abertura e a própria família real começou a falar do assunto. Há cada vez mais gente com medicação e li algures que Portugal é o 2. país da Europa com mais deprimidos... E acho que para além de estarmos dependentes do SNS, deveria em Portugal haver mais colaborações com associações e voluntários. Aqui é assim e ajuda imenso saber que a nossa saúde não depende só dos médicos de família.
  • Imagem de perfil

    Luella Rose 20.01.2017

    É uma pena, mas aqui, quem tem problemas psicológicos e nervosos, na maioria das vezes não tem o apoio necessário, especialmente em meios mais pequenos, como o que me encontro.
  • Imagem de perfil

    ipgines 20.01.2017

    A minha psicóloga é portuguesa e enviou-me um pdf que é muito fácil encontrar online "Feeling Good" de David Burns. Deve ser dos primeiros livros escritos sobre terapia cognitivo comportamental que se utiliza hoje. é enorme mas explica bem e tem exercícios também praticados na TCC.
  • Comentar:

    CorretorEmoji

    Notificações de respostas serão enviadas por e-mail.