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A Outra Face da Lua

A Outra Face da Lua

26
Mar18

Dinheiro

ipgines

Qual a minha relação com o dinheiro?

 

Sempre senti muita pressão para ter um emprego que pagasse bem. Por motivos óbvios. Nunca tive empregos que me pagassem bem mas, uma vez que nunca tive muitas despesas cá em casa, sempre tive facilidade em juntar e poupar. Até há bem pouco tempo usava os mesmo pares de sapatos ou ténis anos a fio sem sentir necessidade de comprar novos. O mesmo se aplicava à roupa e acessórios.

Quando fui para Londres, demorei cerca de 6 meses para recuperar o dinheiro gasto quando para lá fui e começar o meu pé de meia. Devagar, lá consegui a minha poupança que se manteve estável até vir embora. Mas foi lá que percebi que me descuidava para não gastar dinheiro e as coisas foram mudando. Com mudanças de emprego veio a (minha) necessidade de um maior cuidado com a aparência e fui, aos poucos, abrindo os botões à bolsa e percebendo que, tendo um tecto, comida e condições básicas de vida, tinha tudo o que necessitava.

 

O que sinto em relação ao dinheiro é ambíguo. Compreendo e tenho consciente a sua importância nos dias que correm mas odeio, ao mesmo tempo, essa mesma importância excessiva, o encanto, a corrida desenfreada, a febre, desigualdade, cegueira e corrupção que quase impõe ao mundo. Deixa-me mais ansiosa a ideia de que o mundo só tende a piorar por causa do dinheiro. As desiguldades, as guerras, o sofrimento de milhões de pessoas em detrimento de uma pequena percentagem de doidos que mandam no mundo. A ansiedade aumenta ainda mais um pouco quando vejo que estamos adormecidos e aceitámos, ao longo dos séculos, esta divisão tão pouco natutal.

 

Não posso dizer que não gosto de dinheiro mas tão pouco morro de amores.

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