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A Outra Face da Lua

A Outra Face da Lua

30
Dez17

Carreira Ideal

ipgines

Qual a minha carreira ideal e como a posso criar?

 

Pois... com o tempo fui percebendo que a carreira ideal não significa subir hierarquicamente nem ter um posto de topo respeitável. E se calhar muita gente já se apercebeu disto há muito tempo mas só muito recentemente tirei as palas que trazia nos olhos e a visão ainda é um pouco turva.

Com experiência no trabalho fui-me apercebendo do que me satisfaz. Gosto de receber informação, de compreender o que estou a fazer e como o meu trabalho afecta o do outros. Gosto de aprender coisas novas e de ter uma visão geral de como tudo funciona. Já não ambiciono tanto subir numa hierarquia, prefiro antes fugir da responsabilidade desse tipo de posições e do tempo que rouba à minha vida cá fora. Por isso, e agora compreendo, o porquê de me ter movimentado horizontalmente nas empresas por onde passei. Busco, acima de tudo, informação e compreensão do negócio. Neste caso o hoteleiro. Tenho deixado de levar a carreira tão a sério. Afinal de contas, sou mais do que uma profissão. Esta apenas me permite pagar contas e só o faço por isso.

Gostava apenas de experimentar ser líder de uma equipa. Não pelo título ou prestígio que isso traga, mas pela experiência. Tive líderes péssimos com poucas competências interpessoais que, ou não queriam saber da equipa e se estavam a adquirir conhecimentos suficientes para executar bem o seu trabalho, ou não partilhavam os conhecimentos que tinham. Estando na base da cadeia hierárquica, fui percebendo a importância enorme de haver treino e formação constantes e o empowerment que isso dá a uma equipa e o resultado que isso tem na sua performance.

 

Muito sucintamente, a minha carreira ideal passa por poder fazer algo que me estimule de tempos a tempos, quando as matérias já estão aprendidas e se chega a um beco sem saída onde só nos resta bater com a cabeça na parede. Tenho uma quase aversão a estagnar e não aprender. E, nos dias de hoje, porque não existe o emprego para a vida (forçosamente ou não), vejo nisto uma forma que temos de nos reinventar constantemente e estar preparados para a mudança e evitar a estagnação. Já não somos os nossos pais e os nossos avós. Tudo muda e tudo avança a um ritmo alucinante e temos de nos adaptar. Ainda que exaustivo, permite-nos essa nossa recriação e pode-nos estimular a procurar o que mais queremos e mais nos satisfaz.

Relendo o texto acima, percebo que tenho umas tendências utópicas e que o mundo real é bastante mais complexo...

 

Apesar de não me ter apercebido, a minha carreira está a ser criada desde o momento em que a comecei e, acho que hoje em dia já nos começamos a abrir à ideia de que a nossa carreira nao é só uma profissional e as máquinas de trabalho que querem que nos tornemos. A nossa carreira também inclui as paragens, as obrigatórias e as voluntárias, e aquilo que decidimos fazer com elas. Porque nos desenvolvem como seres humanos e é isso que, primeiramente, somos. Humanos.