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Há dias, demasiados, em que me apetece estar sozinha.

Não me sinto deste mundo. Desligo dos outros e isolo-me.

 

Está provado que relações e a interacção com outros pode beneficiar o humor e até a saúde.

O que significa, realmente, criar vínculos e ligações de confiança com os outros? Como sabemos que acontece? Segundo Maslow e a sua teoria das necessidades, a de pertença situa-se imediatamente a seguir às nossas necessidades básicas de sobrevivência.

Já Bowlby sugere que uma criança necessita de uma relação de confiança com um cuidador para se tornar num adulto saudável.

As ligações mais profundas vão além de conversas e partilha de interesses.

More profound than mere conversation, true connection can happen without words and with someone we don’t even know. On the other hand, constant contact, such as working with someone every day, is no guarantee of actual connection.

Autor Desconhecido

Criar uma ligação é mostrar abertura e disponibilidade a outra pessoa e vice-versa. Ingredientes para uma verdadeira ligação incluem empatia e compaixão que nos mune de uma boa vontade para com os outros.

Alguns exemplos de conexão são conversas sobre assuntos profundos que nos são importantes; encontrar tempo para ouvir histórias de vida de outras pessoas e sentir empatia; ajudar alguém porque sim; mostrar e receber gratidão; olhares de desconhecidos que se cruzam e "clicam"; partilha de experiências com outros que envolvam bem estar e boa vontade.

 

Como sabemos que criamos estas relações?

- Estamos disponíveis no presente. Ausência de pensamento egocêntrico (no nosso passado ou futuro) e entrega ao momento presente e à experiência;

- Honestidade. Ligações verdadeiras só se concretizam quando podemos ser honestos. Connosco e com os outros. Quando somos nós próprios;

- Abertura. Nem sempre nos sentimos confortáveis em momentos de total abertura e honestidade. Sabe bem quando partilhamos algo bom e que nos eleva o humor mas, por vezes, confidenciar algo menos positivo pode ser mais penoso mas igualmente forte;

- Empatia e bondade. Rancor e maldade, preconceito e crítica limitam a nossa capacidade em criar estas relações;

- Confiança. Entre nós e os outros. Conhecidos e desconhecidos.

 

Muitas destas coisas nem sempre são sinal da existência de conexões. Na nossa necessidade de atenção, alteramos diversas vezes a nossa forma de ser. Se tentamos criar ligações mostrando-nos interessantes, engraçados ou inteligentes e nos preocupa a reacção dos outros, isto não significa que procuramos realmente uma conexão. Na nossa necessidade de sentir aceitação, deixamos de ser nós próprios e tentamos manipular os outros.

Ao ler estas últimas linhas sinto-me culpada. Tenho consciência de que faço isto. Aprendi a usar piadas para fazer os outros reagir positivamente a mim e sei que nem sempre sou eu que o faço. É a parte de mim que não quer ser eu. Que se quer distanciar daquilo que eu sei que sou, verdadeiramente.

 

Pode parecer que a criação de laços se faz de forma fácil através do humor, mas, se não conseguimos ser nós próprios a ligação real e honesta não existe, o processo não acontece. Igualmente, passar umas boas horas em convívio a beber e a dançar pode ser muito divertido e pode levar à criação de relações mais profundas mas, em essência, não passam de uma partilha de experiências. 

 

Da mesma forma, se criamos relações para apenas falar mal de pessoas ou falar dos outros, a ligação também lá não está. Serão relações sem fundações em honestidade ou confiança. Também as relações que duram uma vida podem ser vividas sem qualquer vínculo profundo.

 

Este artigo transporta-me para uma viagem Uber de poucos minutos onde tive uma das conversas mais profundas com o motorista. Já era tarde e só queria apanhar o último metro para casa e aquela conversa não poderia ter sido mais oportuna.

 

Informação retirada daqui

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