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Há pouco mais de um ano, pelos finais do mês de Janeiro, consegui um emprego depois de estar em casa quase 3 meses.

Estava super emocionada e fui à apresentação da empresa uma semana antes do que era suposto para conseguir vir a Portugal, uma vez que não sabia quando voltaria.

Finalmente tinha conseguido um recomeço. A empresa tinha um conceito diferente com um ambiente super descontraído onde o que eu abominava não existia ou não era levado a sério. Toda a gente estava sempre muito bem disposta, de sorriso e gargalhada fácil. As minhas entrevistas tinham corrido bem e senti que me ia integrar rapidamente.

Lembro-me que a semana que vim a Portugal estava ansiosa para voltar porque estava certa de que tudo ia correr bem.

 

No departamento para onde entrei, começámos duas. Um membro tinha-se despedido para abrir asas à sua carreira e outro membro sairia em breve em licença de maternidade. Portanto, íamos integrar uma equipa formada pela gerente e pela assistente que ali estavam há mais de 3 anos, e por um puto novo que lá estava há 3 meses e nunca tinha feito aquele tipo de trabalho.

A primeira semana é sempre a mais fácil. Observação, notas, levar a cabo tarefas pequenas. Tínhamos, ambas, experiência e, por isso, a meio da primeira semana, já estávamos a trabalhar à séria.

Ao final de duas semanas, sou a primeira a ser chamada ao escritório da directora de departamento. Achei estranho. Fechei a porta e ela pergunta se estou bem. Porque tenho um ar cansado e nota-se. Como se me tivesse carregado num botão, comecei imediatamente a chorar e contei-lhe que não estava a passar por uma boa fase. Ela deu-me um apoio imenso. Contou-me algumas coisas do seu passado e que se precisava de ajuda, a mãe dela era psicóloga. Tinha-me chamado para nos informar, um a um, que a gerente e a assistente desse mesmo departamento, se tinham demitido. A gerente, porque tinha tido uma oferta de trabalho, e a assistente, porque não se via trabalhar sem a sua mentora e precisava de um tempo indefinido de descanso.

Ao final daquele mês, a equipa era formada por 4 membros e a directora que somou, temporariamente, tarefas de gerência. Já tinham escolhido uma gerente e preferiram esperar que ela terminasse contracto no seu outro emprego. Entretanto, a rapariga que começou comigo foi convidada a sair porque, pura e simplesmente, não foi trabalhar 3 dias e voltou depois do fim de semana, como se nada se tivesse passado. Também tinha uma depressão.

 

A equipa ficou reduzida a mim, ao puto novo e a outra rapariga que tinha sido transferida de outro departamento, onde estava há 9 anos. Tínhamos mais uma vaga.

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2 comentários

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De Terminatora a 19.03.2018 às 18:47

Isto é que vai aqui uma crise, hein?? Já dizia Camilo.
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De Carlos a 19.03.2018 às 21:56

Bem, parece uma boa empresa, pelo menos o humanismo existe...
Fico à espera do resto da história!
Beijinho.

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