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O Futuro

28.05.18

O que mudará depois deste desafio?

 

Sou do género de pessoa que gasta algum tempo em busca do sentido da vida. Não o procuro fazendo coisas. Apenas o faço observando. A mim e aos outros.

Não seriam precisas 100 questões para me tornar mais introspectiva do que já sou. Por isso, arrisco dizer que não mudará muita coisa. Algumas questões foram mais difíceis de responder pela sua natureza mais examinadora que me obrigavam a parar por diversos dias e pensar. Em especial tudo o que tenha a ver com adjectivar-me ou fazer planos de vida concretos. São exercícios que me assustam por perceber que não me conheço bem nem tenho certezas de nada.

 

Assim terminam as 100 questões para o meu auto conhecimento. Com certeza não ficarei por aqui.

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Bom dia com Ska

25.05.18

O estilo de música Ska nasceu na Jamaica nos anos 50 do século XX. Foi o percursor de estilos como Rocksteady e Reggae e combina sons caribenhos com Jazz Americano e RnB.

A sua progressão é geralmente dividida em 3 períodos:

        o Ska da Jamaica original dos décadas de 50 e 60

        o 2-Tone, um Ska revivalista do final dos anos 70, em Inglaterra, que fundia sons Jamaicanos com ritmos Punk Rock

        a Terceira Vaga, dos anos 80 e 90 com diversas bandas, maioritariamente Europeias, a apostar neste tipo de sonoridade

 

Quero muito muito desenvolver este tema e o porquê de eu ter crescido a ouvir isto. Por hoje, deixo uma bem velhinha:

The Pioneers - Long Shot Kick The Bucket

 

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Agradeço, hoje

24.05.18

Pelo que me sinto grata, hoje?

Acho que praticar gratidão é das coisas mais difíceis que podemos fazer. Pelo menos na nossa cultura que nos obriga a querer sempre mais e nunca estar satisfeitos. Agradecemos sempre com um "mas...".

Acho que até já falei disto num post. Gratidão é uma coisa que não consigo sentir, exactamente porque, olhando para a minha situação actual, acho que poderia ser e ter melhor. E já sei que estou onde tenho de estar. Faz parte da minha evolução. Da minha, pessoal. Incomparável à dos outros.

 

Mas, pelo exercício, aqui fica:

Estou grata por ter um emprego e poupanças, uma cama onde dormir todas as noites e por ter pessoas que se preocupam comigo.

Mas...

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"The Bay"

24.05.18

Gosto disto...

 

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Hoje

23.05.18

Hoje, agora, gosto de estar em Portugal, de ter um emprego e ter uma vida mais ou menos normal onde consigo fazer um bocadinho de tudo. Ou onde tento fazer um bocadinho de muito.

Onde, para além do trabalho, consigo ocupar o meu tempo de outras formas mesmo que quase se tornem tarefas. É uma forma de começar a ganhar gosto por qualquer outra coisa que estar em casa.

 

Apesar desta vaga positiva, sinto um desassossego constante. De não querer estar onde estou. De não querer ser quem sou.

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Eu

23.05.18

Novamente...

Screenshot 2018-05-20 at 20.08.28 - Edited

Uma alma que vagueia numa mente de menina. À procura, sempre à procura e nunca sabe de quê. Anseia, desespera mas por vezes sente alguma paz e algum contentamento.

Muito sinceramente não sei quem sou nem para onde vou.

Se calhar é mesmo assim.

Ser ninguém, estar livre. É ser alguém.

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"Waves"

21.05.18

 

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The Terror

13.05.18

Não sou uma pessoa romântica e por isso não gosto de séries nem filmes lamechas, cor de rosa com final feliz.

Tenho um irmão mais velho e cresi a ver filmes de ficção, porrada e comédias. Portanto, é comum eu escolher um Predador (o original, atenção!), Beverly Hills Cop, Crocodile Dundee ou Alien (os originais) a um filme como P.S. I Love You ou Diários-de-não-sei-quê. A única cassette da Disney que alguma vez tive foi da Branca de Neve e Titanic é o meu filme preferido mais lamechas.

Além disso, culpo a série dos anos 90 Intruders pelo meu fascínio quase obsessivo por extraterrestres.

Isto para falar sobre a série que me toma tempo nos últimos dias. The Terror. Não me lembro de como a descobri e mais tem de suspense que terror. The Terror - HMS Terror - é o nome de um dos navios britânicos que na década de 80 do século XIX ficam presos no gelo durante uma expedição. A série conta a história das suas tripulações e pelo que passam desde o momento em que os navios ficam retidos.

 

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Modas

13.05.18

Sempre fui muito consciente da minha forma física. Nunca gostei de mostrar muita pele por causa da minha acne e a minha zona abdominal não é, para mim, motivo de orgulho. Por isso nunca fui dada a modas especialmente as que, durante a minha adolescência, toda a gente seguia. Cai-cais e tops de alças em geral, calças de cintura baixa e muito baixa, bikinis, saias e mini saias e por aí...

Sempre tive dificuldade em encontrar roupa em que me sentisse bem e/ ou me fizesse sentir bem e chegava mesmo a partilhar roupa com a minha mãe (que por sinal se veste de forma bastante descontraída e nada demodé).

 

Hoje em dia sinto menos os meus complexos mas a moda agrada-me. Calças de cintura alta e fatos de banho. Até custa escolher. Mas a moda continua a basear-se em corpos magros, sem forma e tipo extraterrestre. Agora estão na moda fatos de banho, os corpos das meninas andam menos à mostra na praia e a moda de rua parece diminuir cada vez mais. Ou isto ou eu estou mesmo a ficar velha 

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Há uns anos atrás deixei (ou assim pensei) de fazer planos para a minha vida e fui fazendo o que me foi aparecendo à frente sem pensar muito no assunto.

Quando consegui um pouco de estabilidade, tudo mudou. Tornei-me possessiva em relação à minha vida. Parece normal, não é? Se a vida é minha, tenho de apossá-la...

Além de controlar a minha vida, queria controlar eventos exteriores a mim e o que outros faziam e a forma como me influenciavam. No momento em que consegui fazer um plano minimamente decente e exequível, perdi a cabeça. A minha depressão acentuou-se e afastei-me de tudo e todos, larguei um emprego e uma equipa que me davam estabilidade a médio prazo e fugi para um que ainda me prejudicou mais. E daqui foi um tombo a cada passo que dei na minha vida. E quanto mais perdia o controlo do que se passava e de como me sentia, mais aferradamente me agarrava a acontecimentos, pessoas e situações negativas porque achava que era por ali que a minha vida tinha de rumar.

Expectativas para a minha vida são muitas mas tenho medo de falhar. Nem sequer é medo de falhar os objectivos, é medo de falhar no caminho e ficar desapontada e perder o interesse nesses objectivos.

Portanto, neste momento, ando novamente ao sabor do vento, apesar de não estar totalmente satisfeita. Não estou a ser capaz de definir nem objectivos nem um caminho nem perceber o que realmente (e se realmente) quero. Tenho muita dificuldade em focar-me na minha vida, a minha mente dispersa e foco-me no que não quero.

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