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Lobisomens

31.01.18

Diz que hoje é noite de Lua Cheia Azul Sangue.

Ou algo assim.

 

Para mim, é noite propícia a lobisomens.

 

 

 

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Tenho o site Yogapedia nos meus favoritos e sigo-os no Instagram onde, de vez em quando, publicam pequenos textos sobre a cultura yogi e o hinduismo. E lembrei-me da única vez que senti amor à primeira vista.

 

Tendo vivido em Londres, o contacto com a cultura indiana é inevitável. A primeira casa onde vivi tinha dois indianos. Um deles tornou-se uma parte muito importante da minha vida e do meu dia a dia nos dois anos e meio que lá vivi. É das melhores pessoas que conheci. Muito calmo, sem maldade, a vida sorri e ele sorri de volta. Claro que é humano e não é perfeito e nem tudo era um mar de rosas.

Quando o conheci senti o choque cultural e a mente aberta dele para falar sobre tudo. Tudo! A Inês (eu), de mente escassa, vinda directamente da aldeia, baixou o véu de timidez até se habituar àquilo. Fumador frequente de cannabis, gostava deste tipo de conversas. Sobre tudo e sobre nada. Pseudo filosofias.

Mas não foi por ele. Foi por um amigo dele.

Um dia que estava de folga e doente com gripe, passei o dia no meu quarto. Ao final da tarde desci à cozinha para comer e foi aí que o vi. Alto, com nome de deus, sorriso largo e simpatia genuínos. Derreti. E lá estava eu, de cabelo sujo e despenteado, calças de pijama e camisolão, olheiras até ao umbigo e fanhosa.

Foi mais que o aspecto físico. Foi a presença magnética (sem foleiradas) que me captou no primeiro segundo. Estava solteiro há pouco tempo.

Demorei-me na cozinha. Sentei-me enquanto fazia jantar e ía ouvindo as histórias deles, amigos desde sempre. Melhores amigos. Convidaram-me para a noite, ainda criança, que tive de rejeitar.

Estava de visita durante o fim de semana e só o voltei a ver exactamente um ano depois. Noivo e prestes a casar.

Ele tinha sentido o mesmo por mim, um ano antes.

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10 Sins

30.01.18

10 coisas às quais gostaria de dizer sim.

 

À semelhança dos nãos, também não me parece que haja 10 coisas às quais gostaria de dizer sim.

 

Gostava de dizer sim a mais aventuras.

Sim a menos medo.

Sim a mais determinação e positivismo.

Sim a apaixonar-me e a amar.

 

(E, em relação aos nãos, gostava de dizer mais não aos medos... ao açúcar e ao pão )

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Não sei se esta música é conhecida mas gosto muito pela mensagem que envia.

Jess Glynne tem uma talento enorme.

A letra pode ser cantada por aqui.

 

 

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Sorte

30.01.18

Acredito na sorte.

 

Naquela que acontece sem mexermos uma palha. Aquela que acontece porque estamos no sítio certo e à hora certa.

Ao mesmo tempo, acredito que esta sorte, tão pura, acontece a quem mais merece. Mas não porque lutou e trabalhou por ela.

 

Por observação, tenho notado que as pessoas que considero sortudas estão de bem com a vida. Não se queixam. Apenas se contentam com o que têm e não trambolham no erro do queixume e da vitimização. Inconscientemente, estão gratos pelo que têm e pelo que virá, se vier.

 

Por outro lado, a quem conheço uma insatisfação sem início nem fim, quem, apesar de não demonstrar ingratidão, a sente e não lhe consegue escapar, corre incessantemente atrás de algo. Um algo desconhecido e pouco definido. Nada flui, nada corre bem.

 

Bolas...! 

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10 Nãos

29.01.18

10 coisas às quais gostaria de dizer não...

 

Não me parece haver tanta coisa à qual diria não, mas consigo identificar algumas ocasiões onde me apetecia ter dito "nem pensar".

A última foi na segunda entrevista para uma vaga de trabalho. Era trabalho por turnos mas, como tinha noção das condições às quais me candidatava, não abri a boca. Tendo em conta, agora, o desfecho do processo, teria sido mais aberta. Ou não...

Perguntaram-me se tinha total disponibilidade para trabalhar por turnos. Disse que sim, que não havia problema. Gostava de ter dito que não. Que, por acaso, tenho coisas para fazer aos finais de tarde que requerem pagamento mensal e não me apetecia estar a gastar dinheiro para não usufruir dos serviços.

Há uma coisa que aprendi ao ter vivido fora: toda a gente tem uma vida para lá do trabalho e os empregadores sabem isso.

Quando digo a algumas pessoas que gostava de arranjar um trabalho que me proporcionasse tempo para cuidar da minha saúde, sorriem, de soslaio, como se pedisse muito.

 

Tenho um defeito enorme. Tento agradar toda a gente. E à pala desta parvoíce tenho tendência a dizer "sim" para me escapar de uma situação rapidamente e dou pouco importância ao facto de que mais tarde vou ter de lidar com aquele assunto, terei de ser menos branda e vou-me enervar. Seja na vida pessoal, seja em ambiente profissional.

Sou bastante sensível a comentários menos delicados e projecto estes meus sentimentos nos outros, achando que todos são como eu.

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Viver no Reino Unido e ouvir as rádios nacionais deu-me a conhecer muita produção musical deles. Muitas coisas boas, outras nem tanto (ao meu gosto).

De Rudimental, gosto.

Das parcerias, do som, da boa energia e da despretensão.

Will Heard é um puto com imenso talento.

 

 

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Algo que precise aprender que me ajude a ter uma vida mais significativa.

 

Muito, parece-me...

Gostava muito de aprender a não dar demasiada importância à vida profissional e ao criar uma carreira como se fosse a única forma de se ter sucesso.

Gostava muito de aprender a não ligar à vida dos outros e a não comparar a minha com a dos demais.

Gostava de não dar tanta importância ao passado e deixar de procurar razões para desculpar o meu presente.

 

Pensando melhor... só preciso aprender a fazer tudo isto.

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Desafio da semana: Paisagem - Preto e Branco.

Enquanto faço este desafio de 52 semanas, tento sempre tirar fotografias novas e vou-me obrigando a sair de casa e a passear para me inspirar. Com este pretexto fui à Serra de Sintra, fazer um dos seus muitos percursos pedestres.

Para as minhas fotos, uso o programa Fotor. É gratuito e faz o serviço que quero. Ultimamente não uso filtros, apenas faço alguns ajustes de contraste, saturação e sombras.

 

 

Fotor_151715181257114

 

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Erros e Lições

27.01.18

Lições tiradas de erros cometidos.

 

Parece-me que a vida, o crescer e amadurecer, é tudo feito disto. Aprender com erros e tornarmo-nos na nossa melhor versão.

 

Uma das maiores lições que venho a tentar aplicar o mais possível, é não me meter na vida dos outros. Acho uma coisa bem portuguesa. Cuscar e comentar a vida alheia.

Hoje em dia, só as adolescentes, as velhinhas das aldeias e gente triste o faz. É uma coisa oca que nada faz por nós.

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