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A Outra Face da Lua

A Outra Face da Lua

16
Jun18

Ska e Activismo

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Ska nasceu, coincidentemente, numa altura de mudança. Num país com uma história de escravatura, racismo institucionalizado, disparidade entre classes e dependência económica, a Jamaica sentia uma onda de optimismo em vésperas e, nos anos que seguiram, da sua independência.

Apesar dos partidos políticos da liderança fazerem uma campanha nacional positiva em relação à independência do país, problemas de cariz social e político caracterizaram esta transição para um neo-colonianismo.

Ska pode ter um som e batida felizes mas escondia a angústia e raiva enraizadas nas zonas pobres e arruinadas da cidade de Kingston, de esgotos a céu aberto, desemprego galopante e rivalidades entre gangues políticos.

Música ska sugere mais um sofrimento passivo do que uma resistência activa.

 Prince Buster ' Madness

15
Jun18

Skank

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Dançar o Ska ou Skanking. Nada mais há a dizer.

 

Emerge naturalmente nas dancehalls ao ritmo do ska e consiste em alternar pernas e braços dobrados ao ritmo da música, mais rápida ou mais lenta. Também chamado de "running man", os movimentos poderão ter uma conotação violenta, mas não passa de uma libertação emocional.

 

Foi sendo utilizada ao longo das décadas e durante as 3 vagas deste género de música.

 

Keith & Ken with Byron Lee & The Dragonaires ' Jamaica Ska

14
Jun18

Rude Boys

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Rude Boys ou rudy/rudies são termos calão utilizados como referência a uma tribo urbana.

Os Rude Boys faziam parte de uma subcultura emergida dos subúrbios mais pobres da cidade de Kingston e eram constituídos por uma camada da sociedade jovem desempregada e descontente. Armados com facas ou até armas de fogo, cometiam pequenos delitos mas sobressaíam pelo estilo elegante inspirado em filmes de gangsters americanos: fato, gravata fina, suspensórios, óculos de sol e chapéu estilo pork pie.

Muitos destes jovens desempregados conseguiam trabalhos temporários como dancehall crashers. Recrutados para intimidar e criar tumultos em festas de sound systems (primórdios dos DJ's), muitos autores começaram a escrever letras, umas contra, outras a favor, das acções dos Rude Boys mas, para sempre associando esta tribo à música Ska.

Na década de 60, a diáspora Jamaicana levou tanto a moda dos rudies como a música ao Reino Unido onde influenciou movimentos urbanos como os mod e os skinheads.

 

 Desmond Dekker ' Rude Boy Train

13
Jun18

Sonhos tornam-se Realidade

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Aconteceu!

Sonhei, pensei, fantasiei e cheguei mesmo a dormir mal de tanto pensar num assunto. Numa coisa em particular.

E essa coisa aconteceu.

 

Não tenho uma vida muito excitante. É bastante rotineira e às vezes faço questão que o seja. Demasiada emoção, boa ou má, pode ser difícil de controlar e para quem vive com ansiedade e uma nuvenzinha (embora diminuta) de uma depressão, emoção puxa emoção, enrola, enrola, sufoca e esmaga-nos.

Ora, para quem tem uma vida pouco excitante como eu, deparo-me com um dilema aborrecido. São-me apresentadas 2 opções, praticamente dadas de bandeja, e não consigo decidir qual delas escolher. Cada uma tem prós e contras fortíssimos e estão empatadíssimas no meu coração.

Resta-me mais uma noite mal dormida para finalmente tomar uma decisão.

13
Jun18

54-46 (That's My Number)

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Formados no início da década de 60 por Frederick "Toots" Hibbert, eram incialmente um trio de cantores a que se juntaram instrumentistas. De The Maytals passaram a Toots and the Maytals e obtiveram o primeiro sucesso com a discográfica Studio One de Clement "Coxsone" Dodd.

A carreira do grupo foi interrompida em 1966 com a detenção de Hibbert por posse de marijuana. 54-46 (That's My Number) foi escrita sobre o seu tempo na prisão. Após a sua saída, a banda continuou a trabalhar em músicas que seriam êxitos no resto da década de 60 e 70. Em 1968 lançam a música "Do the Reggay" sendo a primeira vez que a palavra reggae é utilizada e que determina o nome do género musical que se desenvolve daí.

 

 Toos and The Maytals ' 54-46 (That's My Number)

12
Jun18

Sally Brown

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Nascido em Cuba, Laurel Aitken mudou-se com a família para a Jamaica em 1938 e é um dos pioneiros do Ska Jamaicano, muitas vezes apelidado de "Padrinho do Ska".

Na década de 50 trabalhava para o departamento de Turismo como cantor de mento (estilo de música popular Jamaicana). Após lançar algumas músicas no Reino Unido, voltou à Jamaica em 1963 onde trabalhou com os The Skatalites.

 

 Laurel Aitken ' Sally Brown

11
Jun18

O Ska Original

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O Ska marcou o início da música popular na Jamaica ganhando proeminência no início da década de 60 logo após a sua independência do Reino Unido.

Nascido de uma mistura de sons e estilos incluindo Jazz, R'n'B, Blues e estilos Caribenhos, abriu caminho e deu origem a outros estilos como o Rocksteady e o Reggae.

A primeira vaga de Ska ficou marcada por vocalistas como Derrick Morgan, Laurel Aitken, Prince Buster, Desmond Dekker, Toots & the Maytals e o jovem Bob Marley and the Wailers. Os Skatalites, formados por músicos solistas e liderado por Don Drummond eram a mais importante banda instrumental, e que serviu de apoio à criação da discográfica Studio One criada por Coxsone Dodd, muito influente na divulgação do Ska e Reggae.

 

Por hoje partilho uma dos Skatalites, óptima para elevar o humor. Desta forma dou início a uma semana repleta de Ska.

7 dias, 7 músicas.

 The Skatalites ' Rock Fort Rock

09
Jun18

A Importância das Relações Interpessoais

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Há dias, demasiados, em que me apetece estar sozinha.

Não me sinto deste mundo. Desligo dos outros e isolo-me.

 

Está provado que relações e a interacção com outros pode beneficiar o humor e até a saúde.

O que significa, realmente, criar vínculos e ligações de confiança com os outros? Como sabemos que acontece? Segundo Maslow e a sua teoria das necessidades, a de pertença situa-se imediatamente a seguir às nossas necessidades básicas de sobrevivência.

Já Bowlby sugere que uma criança necessita de uma relação de confiança com um cuidador para se tornar num adulto saudável.

As ligações mais profundas vão além de conversas e partilha de interesses.

More profound than mere conversation, true connection can happen without words and with someone we don’t even know. On the other hand, constant contact, such as working with someone every day, is no guarantee of actual connection.

Autor Desconhecido

Criar uma ligação é mostrar abertura e disponibilidade a outra pessoa e vice-versa. Ingredientes para uma verdadeira ligação incluem empatia e compaixão que nos mune de uma boa vontade para com os outros.

Alguns exemplos de conexão são conversas sobre assuntos profundos que nos são importantes; encontrar tempo para ouvir histórias de vida de outras pessoas e sentir empatia; ajudar alguém porque sim; mostrar e receber gratidão; olhares de desconhecidos que se cruzam e "clicam"; partilha de experiências com outros que envolvam bem estar e boa vontade.

 

Como sabemos que criamos estas relações?

- Estamos disponíveis no presente. Ausência de pensamento egocêntrico (no nosso passado ou futuro) e entrega ao momento presente e à experiência;

- Honestidade. Ligações verdadeiras só se concretizam quando podemos ser honestos. Connosco e com os outros. Quando somos nós próprios;

- Abertura. Nem sempre nos sentimos confortáveis em momentos de total abertura e honestidade. Sabe bem quando partilhamos algo bom e que nos eleva o humor mas, por vezes, confidenciar algo menos positivo pode ser mais penoso mas igualmente forte;

- Empatia e bondade. Rancor e maldade, preconceito e crítica limitam a nossa capacidade em criar estas relações;

- Confiança. Entre nós e os outros. Conhecidos e desconhecidos.

 

Muitas destas coisas nem sempre são sinal da existência de conexões. Na nossa necessidade de atenção, alteramos diversas vezes a nossa forma de ser. Se tentamos criar ligações mostrando-nos interessantes, engraçados ou inteligentes e nos preocupa a reacção dos outros, isto não significa que procuramos realmente uma conexão. Na nossa necessidade de sentir aceitação, deixamos de ser nós próprios e tentamos manipular os outros.

Ao ler estas últimas linhas sinto-me culpada. Tenho consciência de que faço isto. Aprendi a usar piadas para fazer os outros reagir positivamente a mim e sei que nem sempre sou eu que o faço. É a parte de mim que não quer ser eu. Que se quer distanciar daquilo que eu sei que sou, verdadeiramente.

 

Pode parecer que a criação de laços se faz de forma fácil através do humor, mas, se não conseguimos ser nós próprios a ligação real e honesta não existe, o processo não acontece. Igualmente, passar umas boas horas em convívio a beber e a dançar pode ser muito divertido e pode levar à criação de relações mais profundas mas, em essência, não passam de uma partilha de experiências. 

 

Da mesma forma, se criamos relações para apenas falar mal de pessoas ou falar dos outros, a ligação também lá não está. Serão relações sem fundações em honestidade ou confiança. Também as relações que duram uma vida podem ser vividas sem qualquer vínculo profundo.

 

Este artigo transporta-me para uma viagem Uber de poucos minutos onde tive uma das conversas mais profundas com o motorista. Já era tarde e só queria apanhar o último metro para casa e aquela conversa não poderia ter sido mais oportuna.

 

Informação retirada daqui

09
Jun18

Under

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I'm not your usual, you see

I dont take things for granted
Life is no coincidence
It's what you make it

When we go under
We dont stay down
We come up
It's a crazy world
You better keep your spirits up
When we go under
We don't stay down
We come up
It's a crazy world
You better keep your spirits up

So just breathe and exhale
Just breathe and exhale
Breathe and exhale
Just breathe and exhale

You can choose to run off
Or roll down the hill
My trains of thoughts lose me
I'm on some real shit here
Dreams are reality
Realities are make believe
Dreams are reality
Realities are make believe

 

07
Jun18

Hunger Strike

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Porque sim...