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Uma das principais razões porque alguém que sofre de doença psicológica não se abre sobre o seu estado de saúde é pelo sentimento de culpa que inflige. Porque não é suposto sentir assim, porque é pouco dignificante e porque sofrer é de gente fraca.

 

Há imensa pressão hoje em dia, em parte causada pelas redes sociais, para sermos felizes e positivos. Estamos ligados a uma rede mundial que, idealmente, nos traria mais próximos uns dos outros e que beneficiaria a comunicação e, num todo, realçaria as nossas qualidades humanas de compreensão, empatia e benevolência.

 

Na realidade, suprime ainda mais a nossa necessidadedireito a sentirmo-nos cansados, sentimentais e mais negativos. Temos direito à dúvida, à culpa, à raiva e à frustração. São emoções elementares que existem para serem sentidas.

 

A convicção de que não podemos contar a ninguém que não nos sentimentos bem e não conseguimos explicar porquê faz-nos ainda mais doentes. E aqui está a importância do aconselhamento psicológico. O facto de podermos, finalmente, desabafar com alguém e contar, sem juízos de valor, o que sentimos é um passo enorme para a melhoria da nossa saúde mental. Saber, num grupo de terapia, e conhecer pessoas que sentem o mesmo transporta-nos de volta à realidade, e a solidão e incompreensão deixa de pesar tanto.

 

O processo de recupração inicia-se quando conseguimos admitir que não estamos bem. Desistir de ser forte e explorar, sem medo, a doença que nos afecta.

 

É importante deixar de lado os filtros que insinuamos diariamente e sermos honestos uns com os outros. Ter conversas que importam, criar laços mais expressivos e mostrar as nossas fraquezas, baixar a guarda e confessar as nossas vergonhas que, em grande parte, não nos deixam falar dos nossos problemas.

 

A percepção que temos dos problemas dos outros está, muito provavelmente, longe da verdade. Todos temos as nossas pequenas e grandes batalhas e, nesta altura do campeonato, já deveríamos saber que as aparências iludem, e muito. E, porque a vida em si é um cliché enorme, e sou pouco religiosa:

Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás.

Genesis 3:19

 

As nossas diferenças físicas, mentais, espirituais e emocionais devem ser usadas para nos aproximar, para aprendermos e evoluirmos.

 

School of Life ajudou-me imenso a escrever este post.

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Sobre o Verão

28.07.18

 

Se está muito calor, é demais...

Se não faz calor suficiente, é de menos...

Parece que nunca estamos contentes com nada, ou simplesmente o tempo é um bode expiatório para exorcizarmos aquilo que nos chateia.

Deixemo-nos, por favor, de queixas e aproveitem o tempo tal como está.

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Bom dia Judith

26.07.18

 

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Pausa Merecida

24.07.18

Na semana passada tive a sorte de conseguir disfrutar de umas mini férias.

Podia ter ficado em casa, pois podia. Mas mesmo assim, sendo mão de vaca como sou, decidi fazer uma pausa de tudo e passei uns dias em Milfontes. A única vez que lá tinha estado era pequena e de pouco me lembrava.

E apesar de estar estupidamente turístico, como seria de esperar, soube-me muito bem.

Soube bem não ter horários; soube bem estar no meio do nada, sozinha; soube bem passear sem rumo, fazer conversas aleatórias com pessoas que se vão cruzando no nosso caminho. E soube muitíssimo bem não querer saber! Ter duas mudas de roupa e um fato de banho na mochila.

 

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Ponto e Vírgula

23.07.18

Há uns meses atrás, no Cais do Sodré dei indicações a duas turistas que andavam desorientadas. Tinham acabado de chegar e não sabiam que lado virava a Norte.

Assim que se voltaram, notei, nas costas sardentas de uma delas, uma minúscula e simples tatuagem mas extremamente significativa.

 

Dias mais tarde, a minha vizinha de cima caminhava à minha frente quando os meus olhos me levaram directamente ao tornozelo dela para encontrar exactamente a mesma tatuagem. Na mesma simples mas com um poder enorme de ligar quem conhece o seu significado.

Um ponto e uma vírgula. Indica uma pausa maior que a vírgula e menor que o ponto.

 

O Projecto Ponto e Vírgula ou Project Semicolon foi criado em 2013 e dedica-se à prevenção do suicídio. Ao longo dos anos, tornou-se num símbolo de quem vive com doença psicológica. As suas campanhas servem para sensibilizar a opinião pública.

 

Apesar deste assunto ser cada vez menos tabu e ser mais abertamente debatido, falta-nos passar à acção e ajudar ou tentar fazer a diferença junto daqueles que sabemos não estar bem.

 

No site podem encontrar mais informação.

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Enquanto preparava o meu almoço, senti-a chegar. O sorriso e bem estar passaram a carranca e inquietação.

Já sabia o que me esperava.

Solitude and the Sea de Jacques Bodin

 

Toda a minha atenção, até aí pregada nas texturas e cheiros, se volta para a nuvem negra que se assoma. E foi uma coisa repentina, inexplicável e muito difícil de contrariar. Por muito que tente, não consigo, de forma clara, passar para palavras o que é sentir uma solidão profunda. Porque nenhuma palavra, nenhum nome ou adjectivo consegue descrever a solidão que não se busca.

 

A minha é culpa, é aversão, raiva e vitimização, dúvida, remorso. São também carências, desorientação, abandono, indignidade, incompreensão e angústia.

 

Esta não é a solidão que se busca de vez em quando para fugir ao rebuliço da vida. É a solidão que não se procura. Que se teme. Que me deixa muda. Simplesmente se impõe e paira por tempo indefinido.

 

Se há um ano atrás teria entrado em pânico, desta vez deixei-a estar. Trouxe um certo aconchego. Uma saudade.

 

Sentámo-nos à mesa e recuperámos o tempo perdido.

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Schism

19.07.18

Estive uns 2 ou 3 anos sem ouvir música. Dava por mim a cantarolar hits radiofónicos que iam tocando por onde passasse.

A primeira vez que tive contacto com Tool foi com esta música, algures nos meus anos de escola secundária.

Hoje volto a ouvi-la, e sinto um conforto enorme a fazê-lo. Decididamente uma das maiores músicas da minha vida.

 

 

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Ler de Manhã

09.07.18

 

Eu, de manhã, no comforto que o embalo do comboio me dá, a tentar pegar no livro que há meses me pesa na mochila.

 

Um verdadeiro Soneca.

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White Lies

03.07.18

Estudava (ou fingia) para exames finais em 2009 quando ouvi esta música pela primeira vez.

Nem acredito que já lá vão quase 10 anos. Onde ficou o tempo?

 

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Neste Verão

02.07.18

Vir ao blog diariamente é complicado. Chegar um dia e ver que fui nomeada duas vezes (!!) para a tag de verão, não podia deixar de responder.

Agradecendo desde já à Moça do Autocarro e ao Pensador, seguem, muito custosamente, 10 coisas a fazer neste Verão:

 

1' Tentar ser menos complexada. Tenho uma relação de amor-ódio com esta altura do ano. 

2' Pegar na máquina, perder o medo e voltar à fotografia.

3' Voltar a fazer exercício. Hidroginástica é prioridade.

4' Voltar às leituras. Sentir menos preguiça.

5' Gostava muito de ter menos apego ao dinheiro e fazer uma escapadinha todos os meses ou sempre que possível.

6' Exteriorizar a minha curiosodade natural. Perder a timidez, perguntar e socializar mais. Abrir horizontes. Explorar outras formas de ser.

7' Decididamente um work in progress é a minha auto aceitação. Aprender a aceitar-me com defeitos e feitios. Não sendo uma tarefa exclusiva do verão, nós, humanos, gostamos de procurar novos começos em cada esquina.

8' Ser mais activa blogisticamente falando.

9' Caminhadas. Ver cantinhos e detalhes que fazem a diferença.

10' Inspirar-me.

 

Vou passar ao lado das nomeações uma vez que esta cadeia acaba por bater à porta de todos de uma forma ou de outra. Tenho-me divertido ao ler algumas respostas por esse mundo Sapo fora.

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