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A Outra Face da Lua

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21
Jan17

O Novo Cérebro

ipgines

Como apresentado no post anterior, temos dois tipos de cérebro: o velho e o que vou desenvolver um pouco mais hoje - o novo. Nem sei se estou a utilizar os termos mais correctos, mas acho que é uma matéria fácil de compreender.

 

Portanto, para além da parte do nosso cérebro mais primitiva que nos permite, efectivamente, sobreviver e nos leva a satisfazer as necessidades mais básicas, há uma parte do cérebro que se desenvolveu e que é responsável pelo nosso sentido do "eu", da existência de um ego e de uma consciência. Desenvolveu também capacidades de imaginação, de processos de pensamento, raciocínio e planeamento. É-nos possível pensar num futuro e no tipo de "eu" que queremos ser, como queremos sentir, a vida que queremos, e podemos também pensar no passado e ruminar sobre acontecimentos que foram felizes e menos felizes. Podemos referir estas capacidades como fazendo parte do nosso novo cérebro ou mente. Planeamos conflitos e vingança, ruminamos no quanto nos sentimos infelizes, criamos ideias de inferioridade ou superioridade e uma identidade focada em ganhar força ou submissão.

 

Este novo cérebro pode ser sequestrado e conduzido pelas paixões, desejos, ameaças e medos do cérebro primitivo. Em vez de usarmos o raciocínio e atenção para controlar emoções desagradáveis ou ajudar-nos a estimular emoções positivas, o cérebro primitivo puxa-nos para uma ansiedade baseada em ameaças e ira, e este estado torna-se o epicentro dos nosso pensamentos, sentimentos e imaginação.

 

Mas, podemos aprender a parar este processo. Podemos observar melhor estas emoções e pensamentos e decidir que direcção tomar. Aquilo que hoje tanto ouvimos de "mindfulness". Viver no presente. Exercícios baseados em auto-compaixão é notar como a nossa mente fica refém de emoções nem sempre úteis e que nos fazem sentir mal. Assim, podemos concentrar os nossos pensamentos e atenção em outras coisas mais úteis e positivas para gerar emoções como compaixão que nos ajudará com a ira e ansiedade. Para exercitar o cérebro neste sentido, é importante perceber que não temos qualquer culpa no que sentimos. Não escolhemos ter estas capacidades mentais. E sabemos ser muito comum pessoas com depressão culpabilizarem-se por sentir e pensar assim.

 

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