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A Outra Face da Lua

A Outra Face da Lua

16
Mar17

Mudar Crenças Limitadoras

ipgines

chokehold2

Aquilo em que acreditamos, importa. Que crenças temos sobre nós que nos limitam? Que crenças nos impedem de viver a vida a 100%. Com isto não digo aproveitar cada segundo da vida a fazer algo e estar constantemente à procura de actividades para fazer, ou sítios a visitar e onde comer, mas a sentirmo-nos bem connosco próprios, sem negatividade e com a mente calma. Sermos capazes de viver bem com nós próprios sem recurso a escapismos.

 

          5 passos para mudar as nossas crenças limitadoras:

1) escolher uma crença que nos limita e com a qual podemos começar a trabalhar

2) entender os custos que esta crença tem no nosso trabalho e vida em geral

3) compreender o porquê e a origem desta crença

4) realçar evidências actuais que enfraqueçam essa crença

5) alterar a crença limitadora por uma nova crença baseada nas evidências realçadas no passo anterior

 

Quem põe isto por pontos, até parece coisa fácil de fazer. O que mais me custa neste exercício é, primeiro, tornar-me consciente das minha crenças limitadoras e segundo, interiorizar estas evidências positivas e realmente acreditar nelas. E acho que é aqui que um bom sistema de apoio emocional é muito importante.

 

Nos grupos de apoio de que fiz parte, a crença limitadora mais comum era "Eu sou um/a falhado/a". Isto levava-nos a trabalhar horas extra, a não tirar pausas para descansar e passar menos tempo com família e amigos. Todos concordámos que esta crença vinha não só da infância mas do que a sociedade nos impõe. Que trabalhar mais nos dá mais dinheiro para sustentarmos a nossa vida. Achamos ser uma forma de notarem em nós, de procurarmos e conseguirmos aprovação. As evidências que nos faziam pensar de outra forma eram que para além de não nos levar a lado nenhum todas as horas extra de trabalho, estas tiram-nos tempo para estar com a família e fazer aquilo que realmente gostamos e, no fundo, a insatisfação continua. Outra evidência é a de sermos capazes de aguentar empregos, de sermos capazes de viver como qualquer outra pessoa com a agravante da depressão e outras "torturas mentais".